Hoje vou postar uma "crônica". Um texto que escrevi, de forma rápida, numa madrugada qualquer. Eu não gostei muito (tentei resumir a história, na crônica, e me perdi), mas quando postei, no meu Face, o pessoal gostou. Espero que gostem. :)
obs: Estou sem computador e o aplicativo do Blogger é um lixo, por isso o blog ainda não está formatado bonitinho. Nem o texto eu consigo formatar direito. Espero que compreendam. tudo vai melhorar, em breve.
Os Dois Lados da Moeda
Estive lembrando-me dos meus tempos de escola e tudo que aprendi por lá. Não estou falando de coisas teóricas como: as equações quadráticas, os motivos da Segunda Guerra Mundial e da terceira Lei de Newton, mas até que essa última vale nessa crônica. Vamos aos reais motivos.
Achava meio balela e coisa de velho quando alguém me dizia que a escola era um ensaio para a vida adulta, mas agora, que aqui estou, faz sentido. É interessante fazer esse “retrocesso” e ver como era a vida no ensino médio. Era tão bom quando a minha maior preocupação era passar de ano sem ficar em recuperação. E os professores? Conheci os dois lados da moeda e é sobre isso que vim falar.
Tive professores maravilhosos, alguns que nunca vou me esquecer de tão bons que foram comigo (destacarei no final), mas também conheci alguns que me fizeram penar! Não vou citar nomes, mas quando o meu professor favorito de Geografia foi substituído por outro, tomei raiva na mesma hora e deixei que o novo professor percebesse. Isso foi um problemão! Esse substituto ficou com a minha turma durante três anos, até o meu pré-vest, nesse tempo todo só não trocamos ofensas, mas era dura a convivência. Só que no último ano acabamos nos entendendo e até as implicâncias que no começo era chato (ex: me fazer 5 perguntas complicadas na frente da turma e me chamar para apresentar os trabalhos antes dos outros), acabou se tornando algo importante. Eu sempre respondia os questionários perfeitamente para ele não ter como me “humilhar” na frente da turma e sempre me colocava a disposição para começar as apresentações, antes mesmo dele sugerir que eu fizesse isso. É como um chefe! No meu caso chefe de redação que é oitenta vezes pior do que um chefe normal e está sempre pronto pra apontar seus erros. Continuando com o lado ruim da moeda, tive uma professora de Língua Portuguesa que só me esculachou e marcou para sempre a minha vida. Eu tinha 15 anos e estava na 8ª série, tudo bem que eu já apresentava uma personalidade forte e sabia dar a minha opinião, mas, até então, nunca havia desrespeitado uma professora. Eu não entendia o motivo dela detestar tanto o meu grupo de amigas e eu, mas ficava na minha. Um dia, não sei por qual motivo, ela me entregou uma prova com nota vermelha e disse que eu não seria NINGUÉM NA VIDA. (Como pode uma professora que lida com adolescentes falar algo assim para uma garota de 15 anos?) Aquilo me chocou muito e na hora eu não respondi nada, apenas olhei assustada e voltei para o meu lugar. Alguns meses depois ela passou um trabalho e, fazendo igual ao professor substituto de Geografia, resolveu me chamar para responder na frente da turma e lá foi a minha resposta carinhosa “Eu não fiz PORRA NENHUMA e não vou fazer”. Na mesma hora ela me mandou para fora da turma e lá fui eu com minha consciência tranqüila e, cansada de ser humilhada, abri o jogo com a coordenadora que até me apoiou. Não levei suspensão, minha mãe não foi chamada na escola e até ri da situação depois que passou.
Existe o lado bom da moeda também. (No lado bom eu posso citar nomes, na verdade um nome.) Foi na minha sexta série, eu conheci o professor Marcelo que dava aula de Geografia. Acho que naquela época ele era recém formado, pois era muito novo, tinha uns 25 anos. Eu era muito desengonçada, feia e usava óculos, coisa estranha mesmo. Ele me defendia dos garotos que praticavam bullying (Nem existia esse termo!), e via potencial em tudo que eu fazia. O tempo passou e ele foi substituído várias vezes. No meu pré-vest, ele dava aula de Geopolítica (Matéria que eu mais gostava) e pude ter o prazer de me despedir dele no último dia de aula no Santa Mônica. Me lembro do dia e do mês, 19 de dezembro. A turma toda ainda estava na sala, eu levantei e chorando disse a ele que se eu estava escolhendo o Jornalismo uma parcela da culpa era dele. Nos abraçamos e ele também se emocionou. Disse que me viu crescer, me viu sair da minha “redoma de vidro” e virar uma moça de opinião. No final ele me deu uma ordem que vou levar para a vida inteira: Vai, o jornalismo precisa de alguém como você e meus filhos também precisam de um espelho no futuro. Tenho certeza que em breve te verei por aí.
É assim que termino essa crônica, com lágrimas nos olhos e com a certeza que aprendi muito mais do que matérias, na escola, aprendi a viver. Aprendi que SEMPRE encontraremos pessoas que não vão acreditar nos nossos sonhos, mas que podemos transformar os obstáculos em força para continuar. Aprendi que ação e reação é muito mais do que uma Lei de Newton, é a fórmula pra vencer.
E aí vocês têm/tiveram alguma história interessante na escola? Comentem me contando.
Beijos dramáticos.