quarta-feira, 12 de junho de 2013

Síndrome das Divas




Olá! Não é sempre que estou inspirada para escrever. Sei que isso não importa muito na minha profissão, mas é um fator imprescindível para publicar um texto. Já que a inspiração veio, vamos lá!

Esse não é mais um texto de protesto ou desabafo, é quase um estudo sociológico ou psicológico sobre algumas mulheres. Se eu fosse estudante de psicologia, juro que escolheria esse tema para escrever.(fica a dica aí!) Sem mais rodeios! O tema de hoje é: Síndrome das Divas!

- O que seria isso, Aline?

- Calma, já chego lá.

Andei pesquisando sobre as grandes divas do cinema. As mulheres que marcaram a época de ouro das telonas e fizeram história. Tenho as minhas preferidas e as usarei como exemplo nesse meu texto. Elas eram lindas, poderosas, famosas, sexies e muito a frente do tempo! Estou falando de Audrey Hepburn (Bonequinha de Luxo), Marilyn Monroe (dispensa apresentação) e Carmen Miranda (também dispensa apresentação!).

Como já disse, eram mulheres fantásticas! Mulheres que arrancavam suspiros deles e admiração ou inveja delas. Todos imaginavam e ainda imaginam que elas tinham o mundo aos seus pés e vidas cheias de glamour... Só que não era bem assim. Elas nunca se deram bem na área sentimental. Era quase um "Sorte no jogo, azar no amor".

Coletei algumas frases para exemplificar o que estou dizendo:

"Não me faltam homens, o que me falta é amor." Marilyn Monroe

"Você já esteve em uma casa com 40 quartos? Bem, então multiplique minha solidão 40." Marilyn Monroe

"A maior humilhação para uma mulher é ser abandonada pelo homem que ama" Carmen Miranda

"Seu coração se parte, é só isso" Audrey Hepburn

Marilyn foi a mulher mais admirada e desejada de sua época, mas vivia triste, solitária e nem sabia o que era, de fato, receber amor. Chega a ser irônico!

Carmen Miranda conseguiu casar, mas não conseguiu se separar. Preferiu sofrer, mas se manteve ao lado do seu marido alcoólatra, infiel e agressivo. Isso levou a diva luso-brasileira ao alcoolismo, depressão e posteriormente à morte.

Audrey Hepburn, considerada a atriz mais bonita de todos os tempos, tinha uma grande vontade de ser amada, mas seus relacionamentos não duravam e nem seus casamentos foram duradouros.

Ler sobre isso me deixa triste, me faz pensar que só podemos escolher um lado. Sorte ou amor?! Trabalho, talento e beleza ou amor?! Preciso encontrar um, pelo menos um, caso de amor que junte essas coisas. sabe? Pra dar esperança...


Creio que a Síndrome das Divas está por aí, buscando novas vítimas, famosas ou não. Mulheres com características positivas, mas que não conseguem encontrar o amor. Aquela que é exemplo de trabalho, dedicação, inteligência e beleza, mas só. Um "só" com duplo sentido, só de sozinhas e só de somente mulheres exemplares.

sábado, 6 de abril de 2013

Terráqueos, não entendo vocês.

Eu não sou daqui! Falarei mais uma vez, para deixar bem claro... EU NÃO SOU DAQUI!

  Do que estou falando? É simples, acho que não me enquadro no perfil de uma terráquea. Eu não consigo entender certas posturas humanas. Eu juro pra vocês que tento de todas as formas me moldar no perfil dos moradores da Terra, mas NÃO DÁ!
  Não serei hipócrita e colocar a culpa é na minha geração. Tudo acontece no mundo desde sempre, o único problema é que essa geração é mais descarada. Faz e acontece na cara dura.
  "Hipócrita" é isso que não consigo ser! Dizem que é necessário viver certas hipocrisias pra sobreviver. Talvez estejam certos e minha revolta é culpa da idade, mas talvez eu esteja certa e os terráqueos errados.
  Vejo gente falsa por todas as partes. Dói saber que nem sempre não pessoas ruins, são apenas pessoas vendidas. Pessoas que não gostam de suas profissões, reclamam o tempo todo, mas não fazem nada pra mudar. ( você pode trocar o "suas profissões" por "suas vidas", "suas rotinas", "seus parceiros", "suas aparências", "seus representantes no governo" ....) No final é a mesma coisa, ninguém muda!
 Depois desse parágrafo me veio uma pergunta em mente: Humanos, vocês são hipócritas ou covardes? Sinceramente não sei qual das duas opções é a mais correta, só sei que no fundo são todos infelizes!
 E vocês achando que os ETs querem contato... Rá-rá-rá! Eles só estão fazendo uma analise, de longe, como eles não DEVEM ser.








segunda-feira, 4 de março de 2013

Baladeiros de Plantão!

Andei reparando em algumas coisas e resolvi escrever. Não vou escrever nada literário, dessa vez, é só um texto de desabado, um desabafo sério!

Estou na idade de badalar por aí, conhecer as boates e, como dizem aqui, "curtir" a night! Ok, já que é pra sair, vamos! Bem, eu amo dançar, amo ver meus amigos e rir durante uma madrugada inteira. Quem não ama fazer isso? Só que sempre que volto fico acaba! Sério, meu corpo dói, fico sem voz... Resumindo, fico péssima depois da balada. Sei que não sou a única e que todo mundo fica da mesma forma no pós-balada. Isso me fez pensar: Existem pessoas que vivem de balada em balada e de festa em festa. Como sobrevivem? Como conseguem?

Lembrei de algumas letras de músicas:


"Vejo os copos cheios, e as pessoas vazias/ Rindo alto, forçando alegria" Só mais uma noite - Emicida

"Os bares estão cheios de almas tão vazias / A ganância vibra, a vaidade excita" Não existe amor em SP - Criolo

Acho que as letras já falam por si, então, serei breve.

Não consigo acreditar que esses "baladeiros de plantão" sejam pessoas felizes. Vejo pessoas que precisam daqueles momentos pra fugir de suas vidas vazias, tristes e monótonas. São pessoas buscando um momento de fuga da realidade cruel. Eu sinto pena dessa gente, é sério! Amigo de balada todo mundo tem, mas amigos, de verdade, SÃO RAROS! Quantos amigos você pode chamar pra balada? Quase todos! Agora, pense em quantos amigos você pode ligar pra avisar que está passando mal e precisa de ajuda... Tenho certeza que são poucos aqueles que te escutariam numa madrugada ou te emprestariam o ombro pra chorar. É isso que vejo nas baladas: um bando de "amigos", curtindo uma felicidade passageira.

Deixo claro que não sou contra baladas, só sou contra ter isso como um estilo de vida!

Um apelo: Busquem uma felicidade plena, uma felicidade que você tenha 100% de lembranças boas e que possa estar junto com aqueles que você ama.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

2013

Estou voltando com as postagens.

Serei breve, estou com sono.
Escrevi um conto de ficção.
Espero que gostem e comentem.

Obs: É ficção, mas baseado em fatos reais. Hehe

Beijos!

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Meu Conto

Era noite, a jovem estudante, de jornalismo, desistiu de sair com os amigos para mais uma noite de balada. Ela resolveu fazer algo diferente naquela madrugada. Buscou suas fotos antigas e resolveu joga-las sobre a cama. Lá estava boa parte da sua vida, até agora. Momentos eternizados em papel, coisa estranha para os próximas gerações, não é? Ela só tem 21 anos, mas cresceu em uma época de tantas mudanças. Com certeza a bisavó dela, que viveu 80 e poucos anos, não viu tanta coisa acontecer em tão pouco tempo. Só que esse não é o caso, o caso é o sentimento que a jovem nutria por aquelas fotos.

- Todos diziam que a adolescência passaria voando e que depois dos 15 iria piorar mais. - Disse a jovem olhando uma foto dela mesma aos 13.

Logo pegou uma outra foto e riu de si mesma.

- Eu era toda desengonçada, estranha, chega ser engraçado olhar pra essa sobrancelha.

A jovem tornou a rir, mas seu riso foi interrompido por uma batida na porta. Ela nem ligou, achava que era sua mãe. Então avisou que a porta estava só encostada e que ela podia entrar.

A porta abriu, mas a jovem nem se quer tirou os olhos das antigas fotos.

- Quem é você? - Disse, assustada, a menina que entrou no quarto - O que faz aqui?

A estudante de jornalismo virou e ficou mais assustada ainda com o que viu. Tão atônita que não conseguia falar uma palavra.

A jovenzinha continuou com suas mil perguntas amedrontadas:

- Por que está vendo essas fotos? Quem é você? O que faz no meu quarto? É filha de alguma amiga da minha mãe?

A jovem logo riu da rebeldia, da jovenzinha, e isso deixou a pequena bem furiosa.

- Por que você está rindo de mim? Já não basta os garotos do colégio e aquele rapaz que eu amo e não me dá bola? - A pequena questionou com lágrimas nos olhos.

- Não estou rindo de você, só estou rindo da cena. É loucura, uma loucura boa que deveria acontecer com todo mundo ou não. Ainda sou jovem demais pra ter certeza de coisas desse tipo. Enfim, só saiba que não estou rindo de você. - Explicou a jovem.

- Então me diga... Quem é você ? - Questionou novamente a jovenzinha que era bem desconfiada.

- Vamos fazer um trato? Eu lhe digo quem eu sou, se você me lembrar...desculpe... falar porque queria entrar no quarto para chorar.

A adolescente sentou num canto da cama e começou a se lamentar.

- Eu só queria ser mais velha, ter uns 20 anos, pra ser independente, ter o meu dinheiro, meu carro... Eu também queria ser menos desengonçada, atrapalhada e feia. Minha mãe diz que eu sou bonita, mas eu tenho certeza que eu não sou. Os meninos da classe só sabem zombar de mim... E o garoto que eu amo...

O lamento da pequena foi interrompido pelos risos mal contidos da jovem.

- Você ainda está rindo dos meus problemas? Como é insensível! Fala isso, porque não lembra o que é estar na 6ª série.

- Desculpa, desculpa. - a jovem não conseguia conter o riso - eu só acho que você não deveria se preocupar tanto com esse tal menino que você é apaixonada, daqui a alguns anos você vai rir dessa situação e esses garotinhos que zombam de você, vão se lamentar profundamente no futuro.

- Como pode ter certeza disso? - A pequena pergunta intrigada.

- Parece loucura o que vou dizer, mas... Eu sou você no futuro ou você sou eu no passado, tanto faz. Só sei que estava aqui olhando essas fotos e você apareceu.

A adolescente olha admirada para a jovem. Depois de sorrir, dar um 360 em volta dela e elogiar sua futura aparência, enche novamente sua versão 2013 de perguntas.

Elas ficam nisso por mais de meia hora. A pequena percebe que em alguns aspectos se tornou tudo aquilo que queria, mas em outros ficou bem chocada. Foi o caso da profissão, já que a pequena queria fazer biologia e depois se tornou uma jornalista. Outro caso foi sobre a paixão de colégio, que ela esperava se casar e anos após resolveu fugir dos convites dele.

- Me tornarei uma jornalista que fugirá do Gustavo. Isso não faz nenhum sentido pra mim.

- É, a vida segue rumos estranhos. Sabe aquela sua melhor amiga? Falta pouco pra você parar de falar com ela pra sempre.

- Mas...

A jovem interrompe mais uma vez a pequena.

- Pra sempre mesmo. Quando você tiver a minha idade, você vai entender que foi melhor.

A pequena ficou pensativa e, mais uma vez, voltou a questionar.

- Se você é tudo que eu queria ser agora e muito mais, por que fica olhando esses retratos velhos?

Essa foi a vez da jovem marejar o olhos e responder cabisbaixa.

- Se você soubesse como passa rápido, não perderia o seu tempo ligando para esses garotos, essas coisas bobas... Você chorou tantas vezes querendo ser como eu e olha - a jovem abre os braços - eu faria tudo pra ser novamente você. Sim, essa menininha bobinha desengonçada com as sobrancelhas grossas.

- Ei! - disse a jovenzinha olhando a jovem nos olhos - Ainda estou ai, ainda somos as mesmas, não precisa ser saudosista. Mudamos por fora, mas por dentro ainda somos iguais.

As duas se abraçaram forte e como num flash a jovem estudante de jornalismo acordou. Ela estava com as fotos do passado, mas não estava em seu quarto, estava numa sala de aula da faculdade. Ela notou que as coisas não haviam mudado tanto assim. Foi então que alguém abriu a porta. Era uma mulher, de mais ou menos 40 anos, que apenas disse: Largue as fotos antigas, viva o seu hoje que o amanhã será melhor.