quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os Dois Lados da Moeda

Hoje vou postar uma "crônica". Um texto que escrevi, de forma rápida, numa madrugada qualquer. Eu não gostei muito (tentei resumir a história, na crônica, e me perdi), mas quando postei, no meu Face, o pessoal gostou. Espero que gostem. :)

obs: Estou sem computador e o aplicativo do Blogger é um lixo, por isso o blog ainda não está formatado bonitinho. Nem o texto eu consigo formatar direito. Espero que compreendam. tudo vai melhorar, em breve.  

Os Dois Lados da Moeda 


Estive lembrando-me dos meus tempos de escola e tudo que aprendi por lá. Não estou falando de coisas teóricas como: as equações quadráticas, os motivos da Segunda Guerra Mundial e da terceira Lei de Newton, mas até que essa última vale nessa crônica. Vamos aos reais motivos.

 Achava meio balela e coisa de velho quando alguém me dizia que a escola era um ensaio para a vida adulta, mas agora, que aqui estou, faz sentido. É interessante fazer esse “retrocesso” e ver como era a vida no ensino médio. Era tão bom quando a minha maior preocupação era passar de ano sem ficar em recuperação. E os professores? Conheci os dois lados da moeda e é sobre isso que vim falar.

Tive professores maravilhosos, alguns que nunca vou me esquecer de tão bons que foram comigo (destacarei no final), mas também conheci alguns que me fizeram penar! Não vou citar nomes, mas quando o meu professor favorito de Geografia foi substituído por outro, tomei raiva na mesma hora e deixei que o novo professor percebesse. Isso foi um problemão! Esse substituto ficou com a minha turma durante três anos, até o meu pré-vest, nesse tempo todo só não trocamos ofensas, mas era dura a convivência. Só que no último ano acabamos nos entendendo e até as implicâncias que no começo era chato (ex: me fazer 5 perguntas complicadas na frente da turma e me chamar para apresentar  os trabalhos antes dos outros), acabou se tornando algo importante. Eu sempre respondia os questionários perfeitamente para ele não ter como me “humilhar” na frente da turma e sempre me colocava a disposição para começar as apresentações, antes mesmo dele sugerir que eu fizesse isso. É como um chefe! No meu caso chefe de redação que é oitenta vezes pior do que um chefe normal e está sempre pronto pra apontar seus erros. Continuando com o lado ruim da moeda, tive uma professora de Língua Portuguesa que só me esculachou e marcou para sempre a minha vida. Eu tinha 15 anos e estava na 8ª série, tudo bem que eu já apresentava uma personalidade forte e sabia dar a minha opinião, mas, até então, nunca havia desrespeitado uma professora. Eu não entendia o motivo dela detestar tanto o meu grupo de amigas e eu, mas ficava na minha. Um dia, não sei por qual motivo, ela me entregou uma prova com nota vermelha e disse que eu não seria NINGUÉM NA VIDA. (Como pode uma professora que lida com adolescentes falar algo assim para uma garota de 15 anos?) Aquilo me chocou muito e na hora eu não respondi nada, apenas olhei assustada e voltei para o meu lugar. Alguns meses depois ela passou um trabalho e, fazendo igual ao professor substituto de Geografia, resolveu me chamar para responder na frente da turma e lá foi a minha resposta carinhosa “Eu não fiz PORRA NENHUMA e não vou fazer”. Na mesma hora ela me mandou para fora da turma e lá fui eu com minha consciência tranqüila e, cansada de ser humilhada, abri o jogo com a coordenadora que até me apoiou. Não levei suspensão, minha mãe não foi chamada na escola e até ri da situação depois que passou.

 Existe o lado bom da moeda também. (No lado bom eu posso citar nomes, na verdade um nome.) Foi na minha sexta série, eu conheci o professor Marcelo que dava aula de Geografia. Acho que naquela época ele era recém formado, pois era muito novo, tinha uns 25 anos. Eu era muito desengonçada, feia e usava óculos, coisa estranha mesmo. Ele me defendia dos garotos que praticavam bullying (Nem existia esse termo!), e via potencial em tudo que eu fazia. O tempo passou e ele foi substituído várias vezes. No meu pré-vest, ele dava aula de Geopolítica (Matéria que eu mais gostava) e pude ter o prazer de me despedir dele no último dia de aula no Santa Mônica. Me lembro do dia e do mês, 19 de dezembro. A turma toda ainda estava na sala, eu levantei e chorando disse a ele que se eu estava escolhendo o Jornalismo uma parcela da culpa era dele. Nos abraçamos e ele também se emocionou. Disse que me viu crescer, me viu sair da minha “redoma de vidro” e virar uma moça de opinião. No final ele me deu uma ordem que vou levar para a vida inteira: Vai, o jornalismo precisa de alguém como você e meus filhos também precisam de um espelho no futuro. Tenho certeza que em breve te verei por aí.

É assim que termino essa crônica, com lágrimas nos olhos e com a certeza que aprendi muito mais do que matérias, na escola, aprendi a viver. Aprendi que SEMPRE encontraremos pessoas que não vão acreditar nos nossos sonhos, mas que podemos transformar os obstáculos em força para continuar. Aprendi que ação e reação é muito mais do que uma Lei de Newton, é a fórmula pra vencer.

E aí vocês têm/tiveram alguma história interessante na escola? Comentem me contando.

Beijos dramáticos.
  

4 comentários:

  1. show...
    Por acaso nossa escola foi a mesma, e vc deve conhecer alguns "personagens" que vou citar.
    MURILO coordenador que sufocava a gente (um grupo qualquer do fundão da sala), tem muitos fatos desse ser humano que me fez odia-lo, vou citar alguns que eu lembro. Uma vez ele foi sortear um livro pra turma e era só falar o número da chamada e tals, saiu o meu numero (era 12 huahua) quando ele viu que era eu, esticou o braço me dando o livro com desdém e saiu. Isso porque eu era do tal grupo... grupo no qual ele achava que seria um problema para os números do colégio, em relação a vestibular e aprovações... não vou negar que nós eramos anjos, mas ficavamos sempre na disciplina na medida do possivel huahuhua. E acho que esse era o motivo para fazer o que fazia.
    E um fato que deixou convicto que ele não gostava da gente e mostrava isso com certa opressão uhahua... foi numa aula de inglês de manhã, cheguei cedo (sem querer) no colégio, ai ja fui entrando na sala, eu tava ouvindo música, a professora (que não lembro o nome) não tinha chegado ainda, tinha uns 5 alunos na sala. Ai vem ele abre a porta me vê e fala: tira o fone.
    ai eu: pq?
    ele: pq vc ta em sala de aula.
    e nas "aulas" que ele dava acontecia coisa pior do que um aluno ouvindo musica ANTES da aula.

    são pequenas coisas que fazem que vão te irritando diariamente é tenso

    mas só falei de coisa ruim, agora que percebi...
    Resumindo a coisa boa, meus amigos daquele grupo de "kizumbeiros", são hoje meus melhores amigos e os vejo toda semana. =)

    escrevi pra caramba foi mal ae huahua
    Parabéns pelo texto, não sou entendedor mas li sem cansar huahuahua

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  2. Esse eu ja tinha lido. Comento no proximo.

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  3. Bem, uma vez criamos (eu e os "bons" amigos) um novo quadro de horários. Em nossa "criação", nas sextas, não tínhamos a última aula... Isso funcionou duas semanas.

    Parabéns pelo blog! Escreve muito bem!

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  4. rsrs eu tive um professor de português que me incenivava a ser escritor e me apoiava muio quando eu tinhya alguma prova pra escola técnica... Hoje eu não sou um escritor e nem curso letras, mas já da pra imaginar de onde tirei minha mania de ler vários livros que muitas vezes não tem a ver com jornalismo.

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