Estou voltando com as postagens.
Serei breve, estou com sono.
Escrevi um conto de ficção.
Espero que gostem e comentem.
Obs: É ficção, mas baseado em fatos reais. Hehe
Beijos!
------------------------------------///////////------------------------------------
Meu Conto
Era noite, a jovem estudante, de jornalismo, desistiu de sair com os amigos para mais uma noite de balada. Ela resolveu fazer algo diferente naquela madrugada. Buscou suas fotos antigas e resolveu joga-las sobre a cama. Lá estava boa parte da sua vida, até agora. Momentos eternizados em papel, coisa estranha para os próximas gerações, não é? Ela só tem 21 anos, mas cresceu em uma época de tantas mudanças. Com certeza a bisavó dela, que viveu 80 e poucos anos, não viu tanta coisa acontecer em tão pouco tempo. Só que esse não é o caso, o caso é o sentimento que a jovem nutria por aquelas fotos.
- Todos diziam que a adolescência passaria voando e que depois dos 15 iria piorar mais. - Disse a jovem olhando uma foto dela mesma aos 13.
Logo pegou uma outra foto e riu de si mesma.
- Eu era toda desengonçada, estranha, chega ser engraçado olhar pra essa sobrancelha.
A jovem tornou a rir, mas seu riso foi interrompido por uma batida na porta. Ela nem ligou, achava que era sua mãe. Então avisou que a porta estava só encostada e que ela podia entrar.
A porta abriu, mas a jovem nem se quer tirou os olhos das antigas fotos.
- Quem é você? - Disse, assustada, a menina que entrou no quarto - O que faz aqui?
A estudante de jornalismo virou e ficou mais assustada ainda com o que viu. Tão atônita que não conseguia falar uma palavra.
A jovenzinha continuou com suas mil perguntas amedrontadas:
- Por que está vendo essas fotos? Quem é você? O que faz no meu quarto? É filha de alguma amiga da minha mãe?
A jovem logo riu da rebeldia, da jovenzinha, e isso deixou a pequena bem furiosa.
- Por que você está rindo de mim? Já não basta os garotos do colégio e aquele rapaz que eu amo e não me dá bola? - A pequena questionou com lágrimas nos olhos.
- Não estou rindo de você, só estou rindo da cena. É loucura, uma loucura boa que deveria acontecer com todo mundo ou não. Ainda sou jovem demais pra ter certeza de coisas desse tipo. Enfim, só saiba que não estou rindo de você. - Explicou a jovem.
- Então me diga... Quem é você ? - Questionou novamente a jovenzinha que era bem desconfiada.
- Vamos fazer um trato? Eu lhe digo quem eu sou, se você me lembrar...desculpe... falar porque queria entrar no quarto para chorar.
A adolescente sentou num canto da cama e começou a se lamentar.
- Eu só queria ser mais velha, ter uns 20 anos, pra ser independente, ter o meu dinheiro, meu carro... Eu também queria ser menos desengonçada, atrapalhada e feia. Minha mãe diz que eu sou bonita, mas eu tenho certeza que eu não sou. Os meninos da classe só sabem zombar de mim... E o garoto que eu amo...
O lamento da pequena foi interrompido pelos risos mal contidos da jovem.
- Você ainda está rindo dos meus problemas? Como é insensível! Fala isso, porque não lembra o que é estar na 6ª série.
- Desculpa, desculpa. - a jovem não conseguia conter o riso - eu só acho que você não deveria se preocupar tanto com esse tal menino que você é apaixonada, daqui a alguns anos você vai rir dessa situação e esses garotinhos que zombam de você, vão se lamentar profundamente no futuro.
- Como pode ter certeza disso? - A pequena pergunta intrigada.
- Parece loucura o que vou dizer, mas... Eu sou você no futuro ou você sou eu no passado, tanto faz. Só sei que estava aqui olhando essas fotos e você apareceu.
A adolescente olha admirada para a jovem. Depois de sorrir, dar um 360 em volta dela e elogiar sua futura aparência, enche novamente sua versão 2013 de perguntas.
Elas ficam nisso por mais de meia hora. A pequena percebe que em alguns aspectos se tornou tudo aquilo que queria, mas em outros ficou bem chocada. Foi o caso da profissão, já que a pequena queria fazer biologia e depois se tornou uma jornalista. Outro caso foi sobre a paixão de colégio, que ela esperava se casar e anos após resolveu fugir dos convites dele.
- Me tornarei uma jornalista que fugirá do Gustavo. Isso não faz nenhum sentido pra mim.
- É, a vida segue rumos estranhos. Sabe aquela sua melhor amiga? Falta pouco pra você parar de falar com ela pra sempre.
- Mas...
A jovem interrompe mais uma vez a pequena.
- Pra sempre mesmo. Quando você tiver a minha idade, você vai entender que foi melhor.
A pequena ficou pensativa e, mais uma vez, voltou a questionar.
- Se você é tudo que eu queria ser agora e muito mais, por que fica olhando esses retratos velhos?
Essa foi a vez da jovem marejar o olhos e responder cabisbaixa.
- Se você soubesse como passa rápido, não perderia o seu tempo ligando para esses garotos, essas coisas bobas... Você chorou tantas vezes querendo ser como eu e olha - a jovem abre os braços - eu faria tudo pra ser novamente você. Sim, essa menininha bobinha desengonçada com as sobrancelhas grossas.
- Ei! - disse a jovenzinha olhando a jovem nos olhos - Ainda estou ai, ainda somos as mesmas, não precisa ser saudosista. Mudamos por fora, mas por dentro ainda somos iguais.
As duas se abraçaram forte e como num flash a jovem estudante de jornalismo acordou. Ela estava com as fotos do passado, mas não estava em seu quarto, estava numa sala de aula da faculdade. Ela notou que as coisas não haviam mudado tanto assim. Foi então que alguém abriu a porta. Era uma mulher, de mais ou menos 40 anos, que apenas disse: Largue as fotos antigas, viva o seu hoje que o amanhã será melhor.
Serei breve, estou com sono.
Escrevi um conto de ficção.
Espero que gostem e comentem.
Obs: É ficção, mas baseado em fatos reais. Hehe
Beijos!
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Meu Conto
Era noite, a jovem estudante, de jornalismo, desistiu de sair com os amigos para mais uma noite de balada. Ela resolveu fazer algo diferente naquela madrugada. Buscou suas fotos antigas e resolveu joga-las sobre a cama. Lá estava boa parte da sua vida, até agora. Momentos eternizados em papel, coisa estranha para os próximas gerações, não é? Ela só tem 21 anos, mas cresceu em uma época de tantas mudanças. Com certeza a bisavó dela, que viveu 80 e poucos anos, não viu tanta coisa acontecer em tão pouco tempo. Só que esse não é o caso, o caso é o sentimento que a jovem nutria por aquelas fotos.
- Todos diziam que a adolescência passaria voando e que depois dos 15 iria piorar mais. - Disse a jovem olhando uma foto dela mesma aos 13.
Logo pegou uma outra foto e riu de si mesma.
- Eu era toda desengonçada, estranha, chega ser engraçado olhar pra essa sobrancelha.
A jovem tornou a rir, mas seu riso foi interrompido por uma batida na porta. Ela nem ligou, achava que era sua mãe. Então avisou que a porta estava só encostada e que ela podia entrar.
A porta abriu, mas a jovem nem se quer tirou os olhos das antigas fotos.
- Quem é você? - Disse, assustada, a menina que entrou no quarto - O que faz aqui?
A estudante de jornalismo virou e ficou mais assustada ainda com o que viu. Tão atônita que não conseguia falar uma palavra.
A jovenzinha continuou com suas mil perguntas amedrontadas:
- Por que está vendo essas fotos? Quem é você? O que faz no meu quarto? É filha de alguma amiga da minha mãe?
A jovem logo riu da rebeldia, da jovenzinha, e isso deixou a pequena bem furiosa.
- Por que você está rindo de mim? Já não basta os garotos do colégio e aquele rapaz que eu amo e não me dá bola? - A pequena questionou com lágrimas nos olhos.
- Não estou rindo de você, só estou rindo da cena. É loucura, uma loucura boa que deveria acontecer com todo mundo ou não. Ainda sou jovem demais pra ter certeza de coisas desse tipo. Enfim, só saiba que não estou rindo de você. - Explicou a jovem.
- Então me diga... Quem é você ? - Questionou novamente a jovenzinha que era bem desconfiada.
- Vamos fazer um trato? Eu lhe digo quem eu sou, se você me lembrar...desculpe... falar porque queria entrar no quarto para chorar.
A adolescente sentou num canto da cama e começou a se lamentar.
- Eu só queria ser mais velha, ter uns 20 anos, pra ser independente, ter o meu dinheiro, meu carro... Eu também queria ser menos desengonçada, atrapalhada e feia. Minha mãe diz que eu sou bonita, mas eu tenho certeza que eu não sou. Os meninos da classe só sabem zombar de mim... E o garoto que eu amo...
O lamento da pequena foi interrompido pelos risos mal contidos da jovem.
- Você ainda está rindo dos meus problemas? Como é insensível! Fala isso, porque não lembra o que é estar na 6ª série.
- Desculpa, desculpa. - a jovem não conseguia conter o riso - eu só acho que você não deveria se preocupar tanto com esse tal menino que você é apaixonada, daqui a alguns anos você vai rir dessa situação e esses garotinhos que zombam de você, vão se lamentar profundamente no futuro.
- Como pode ter certeza disso? - A pequena pergunta intrigada.
- Parece loucura o que vou dizer, mas... Eu sou você no futuro ou você sou eu no passado, tanto faz. Só sei que estava aqui olhando essas fotos e você apareceu.
A adolescente olha admirada para a jovem. Depois de sorrir, dar um 360 em volta dela e elogiar sua futura aparência, enche novamente sua versão 2013 de perguntas.
Elas ficam nisso por mais de meia hora. A pequena percebe que em alguns aspectos se tornou tudo aquilo que queria, mas em outros ficou bem chocada. Foi o caso da profissão, já que a pequena queria fazer biologia e depois se tornou uma jornalista. Outro caso foi sobre a paixão de colégio, que ela esperava se casar e anos após resolveu fugir dos convites dele.
- Me tornarei uma jornalista que fugirá do Gustavo. Isso não faz nenhum sentido pra mim.
- É, a vida segue rumos estranhos. Sabe aquela sua melhor amiga? Falta pouco pra você parar de falar com ela pra sempre.
- Mas...
A jovem interrompe mais uma vez a pequena.
- Pra sempre mesmo. Quando você tiver a minha idade, você vai entender que foi melhor.
A pequena ficou pensativa e, mais uma vez, voltou a questionar.
- Se você é tudo que eu queria ser agora e muito mais, por que fica olhando esses retratos velhos?
Essa foi a vez da jovem marejar o olhos e responder cabisbaixa.
- Se você soubesse como passa rápido, não perderia o seu tempo ligando para esses garotos, essas coisas bobas... Você chorou tantas vezes querendo ser como eu e olha - a jovem abre os braços - eu faria tudo pra ser novamente você. Sim, essa menininha bobinha desengonçada com as sobrancelhas grossas.
- Ei! - disse a jovenzinha olhando a jovem nos olhos - Ainda estou ai, ainda somos as mesmas, não precisa ser saudosista. Mudamos por fora, mas por dentro ainda somos iguais.
As duas se abraçaram forte e como num flash a jovem estudante de jornalismo acordou. Ela estava com as fotos do passado, mas não estava em seu quarto, estava numa sala de aula da faculdade. Ela notou que as coisas não haviam mudado tanto assim. Foi então que alguém abriu a porta. Era uma mulher, de mais ou menos 40 anos, que apenas disse: Largue as fotos antigas, viva o seu hoje que o amanhã será melhor.
Gostei muito.
ResponderExcluirPalavras sábias que as vezes acontecem com muitas pessoas, e as vezes não se dão conta do tempo que passou.
Algumas pessoas tem dons mais desenvolvidos do que os outros! O seu é o dom da escrita, o dom de se expressar tão bem e transformar as palavras em pequenas obras de arte!
ResponderExcluirNão seria exagero dizer também que tem o dom de alegrar e encantar os lugares por onde passa, afinal és um encanto! =)
PARABENS LI MUITO BOM OTIMAS PALAVRAS.BEM COLOCADAS ADMRANDO AINDA MAIS.SUAS ESCRITAS NAO VEJO A HORA DO LIVRO ESTAR NAS MINHAS MÃOS.
ResponderExcluirCaramba que criatividade =o, apesar de algumas partes serem reais, ficou realmente muito criativo...
ResponderExcluirParabéns!
Muito bom, Line. Confesso que comecei sentir os meus braços se arrepiarem nos dois últimos parágrafos! Muito bom, mesmo. Parabéns! Você tem toda a razão! Ass.: CoracaoEterno =)
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